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Como abordar a Anorexia na escola?







A anoreia é uma condição mental com a mais alta taxa de mortalidade, pois provoca uma perda de peso muito rápida.  Os pacientes começam a restringir o consumo de alimentos que eles consideram muito calóricos e esses cortes ficam cada vez maiores. Ao mesmo tempo, distorcem a própria imagem corporal e continuam a achar que estão gordos. Por causa disso, pode ser mais frequente em escolas de todo o mundo do que se imagina. Então, como abordar esse tema na escola?

Os transtornos alimentares são multifatoriais, compostos por fatores biológicos, socioculturais e psicológicos, sendo os dois tipos principais a anorexia e a bulimia nervosa. De acordo com o DSM-5, a principal característica dos transtornos alimentares é o distúrbio na percepção da imagem corporal.

Os principais critérios para o diagnóstico de anorexia nervosa são: 

  • O medo extremo de engordar, tornar-se obeso ou apresentar um padrão de comportamento contínuo que impede o ganho de peso;
  • Ausência de pelo menos três ciclos menstruais consecutivos;
  • Recusar-se a manter o peso corporal em um nível mínimo considerado normal para idade e altura;
  • Distúrbios na percepção da própria aparência independente de como o corpo se apresenta. 

Já a bulimia nervosa caracteriza-se principalmente por: 

  • Episódios frequentes de compulsão alimentar, o que significa consumir alimentos em um período de tempo curto e em uma quantidade que é certamente maior do que a maioria das pessoas seria capaz de consumir em circunstâncias semelhantes;
  • Sensação de falta de controle sobre o consumo de alimentos que geralmente é seguida por um comportamento compensatório, como vômitos, uso de laxantes, diuréticos, jejum, prática de exercícios intensos e uso de outros medicamentos para evitar ganho de peso;
  • Uma pessoa que sofre de bulimia nervosa avalia-se constantemente de acordo com o seu peso e forma corporal (American Psychiatric Association, 2013).

Características psicológicas individuais como baixa autoestima, falta de afeto, depressão e perfeccionismo também estão associadas aos transtornos alimentares, assim como histórico de abuso sexual e/ou bullying. Os primeiros indícios de alterações na conduta alimentar e sinais de alerta relacionados a esse tema podem ocorrer já na primeira infância. A prevalência de casos de transtornos alimentares tem aumentado e a idade de início da manifestação dos sintomas vem diminuindo.

A busca por padrões corporais irreais não apresenta correlação com fatores genéticos, neurológicos ou hormonais, portanto, o contexto sociocultural no qual as mulheres se desenvolvem é que deve ser alvo de discussão e de mudança.

À primeira vista, modificar os valores construídos sobre a imagem corporal ideal enraizada nas mulheres pode parecer um grande desafio, entretanto há diferentes possibilidades para esse convite. O incentivo e a prioridade à prática de esportes na escola favorecem o desenvolvimento de uma relação mais saudável com o próprio corpo e certamente contribuem também para a saúde emocional e o desenvolvimento de outras inúmeras habilidades. A escola pode planejar atividades voltadas para a análise crítica do que é exposto nas mídias sociais sobre o corpo feminino, para assim construir o debate sobre os possíveis efeitos psicológicos dessa interação contínua. Além disso, pode promover projetos interdisciplinares que envolvam informações biológicas sobre os transtornos alimentares, que tragam personagens históricos femininos que se destacam por suas trajetórias e contribuições científicas, mostrando que a mulher pode sim ser quem ela quiser.



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